Dizem que o pôr-do-sol em Porto Alegre é um dos mais bonitos do mundo

19 de dezembro de 2016

Quem pisava na Fundação Iberê Camargo no final de tarde daquele sábado, dia 10 de dezembro, para o coquetel de lançamento da ONNi sabia que, naquele momento, ele era mesmo o mais bonito. Não apenas porque o Lago Guaíba presenteava os espectadores com o reflexo de um dourado vibrante, nem mesmo porque ali estavam iluminadas e reunidas pessoas que experienciavam o novo. Mas porque era um pôr-do-sol que brilhava junto com quem estava ali.

 

O evento de lançamento da ONNi não poderia ser um encontro qualquer, porque a ONNi não é um negócio qualquer. Nós surgimos com um propósito: transformar a forma como interagimos com a música. E, para colocar isso em prática, precisamos criar algo novo, precisamos provocar e questionar a cultura da música, precisamos repensar os espaços e os formatos a partir das identidades e das expressões que formam a nossa geração.

 

A conexão entre arte e tecnologia sempre foi uma premissa do projeto, e nos desafiamos a explorá-la das mais diversas maneiras. A música eletrônica veio como uma resposta: não apenas entretenimento, arte! Abrimos caminhos até então inimagináveis, conectando modelos, referências, artistas e sonoridades diferentes que, à primeira vista, pareciam não se encaixar.

 

Por isso, a impressão da maioria que chegava ao bunker subterrâneo do Iberê era de transe. Não é comum ver todas essas diferenças formando um corpo único, vibrando a cada drop na mesma sintonia, fazendo o chão da rua (que era o nosso teto) tremer ao som do grave, sentir a nossa energia. Também não é comum estar em um espaço que não faz parte da nossa rotina, que nunca antes foi utilizado para receber tantos corpos dançantes.

 

Mas, por acaso, eram justamente essas novidades que faziam com que a galera se identificasse e logo entrasse no mesmo clima. É claro que uma parte desse convite também se deve ao lineup incrível que inundou a pista com as múltiplas faces do Techno: da abertura da Vargas, que chamou todo mundo pertinho da caixa de som, passando pelo som da mineira Carol Mattos, que apresentou o que se toca nas festas de rua de Belo Horizonte; do duo Fractal Mood, que mostrou porque transita tão bem pelas melhores festas de São Paulo; da Aninha, residente do Warung que encantou o público com seu set recheado de linhas de baixo hipnotizantes; do Manara, grande produtor de Techno que vive intensamente a ponte Rio de Janeiro-Londres; até o fechamento do APOENA, que trouxe a mixagem em vinil pra encerrar a noite como ela merecia. Como a música é a inspiração fundamental da ONNi, ela se apresentou como atração principal do evento, mostrando uma sonoridade avançada e experimental que representa a ascensão da cena eletrônica que floresce no Brasil.

 

Nosso lançamento precisava refletir tudo isso: nossas referências sonoras, nossas propostas artísticas, nossa diversidade e a experiência única que queremos proporcionar a cada usuário.




 
 

Assim, a festa Subterrânea serviu como um grande exemplo da utilização do aplicativo ONNi, onde os usuários puderam garantir a compra de ingressos antecipados e na hora do evento e fazer o download imediato para comprar a consumação em condições especiais. Com a internet ilimitada e gratuita, era fácil selecionar os itens para a compra e apresentar o cupom gerado para os atendentes dos bares, que validavam o ticket e entregavam as bebidas geladas. Sem fila nenhuma para os usuários do app, em momento nenhum, em quase dez horas de festa. É possível? Pra gente, sim.

 

Foi possível mostrar na prática que um evento pode ser muito mais proveitoso quando facilitamos processos, quando conseguimos mais tempo para curtir o momento, os espaços, as pessoas e a música. Aliás, esse foi o nosso foco para este evento desde a sua concepção: trazer as pessoas para perto da música.


Quem viveu até o final da festa viu o segundo espetáculo do céu em cores, que marca um novo início. Foto: Miguel Soll

 


Foram os 850 corações pulsantes e as 850 mentes inquietas que, juntas, se conectaram com o mesmo propósito e fizeram desse evento uma realidade. Pessoas que vieram por proximidade ou por curiosidade, que se interessaram em fazer parte de uma ação pioneira e inusitada. Pessoas que, mesmo sem perceber, ajudaram a construir um novo espaço e agora fazem parte da nossa história. E muito da história da ONNi se deve a esses gestos de entrega, de colaboração e de confiança.

 

A escolha da Fundação Iberê Camargo e a companhia dos coletivos e festas parceiros têm uma importância gigantesca no sucesso da Subterrânea e registram o movimento que queremos criar para o ano de 2017: que possamos estar cada vez mais juntos, mais ativos e mais fortes. Vamos ressignificar ainda mais espaços, quebrar ainda mais barreiras musicais, proporcionar diálogos, abrir caminhos e construir novas histórias.

 

Nós agradecemos a todos que fizeram parte deste momento. Agradecemos por vocês serem o que são e fazerem o que somos agora: apenas o começo.

 

Lara Taufe